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Mestre Leitão dá dicas para o aprimoramento de técnicas na Luta

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IMPORTANTE: Uma idéia consistente para a turma que sabe das coisas... e ainda quer melhorar!

Por favor, peço aos que se interessam para ler com atenção .

Prezados amigos da LUTA:

Sempre repito a frase “Quem treina muito, fica treinado“, só que não significa dizer que aprende ou evolui tanto quanto pensa.

Quem não gosta de dar um “rolinha”?

Somado com a preparação física específica, a grande maioria de lutadores acha que fazendo isto estará com o sentimento de “dever cumprido”, ou seja, é tudo que precisa para ficar cada vez melhor.

Ledo engano... Assisto com freqüência a turma de alto nível nas suas atividades de rotina em diversos centros e academias fazendo uns “pegas”, revezando uns com os outros. Um pega com outro, Zé pega com Manoel, o número 1 pega com o número 4 e assim por diante, em todos os treinos. E reconheço que são treinos duros, até prazerosos de assistir, pelo nível e empenho deles. Eu pelo menos gosto muito. Aproveito então para avaliar o que resulta destes treinos intensos. Na minha opinião, muito pouco de evolução técnica em relação ao esforço despendido e tempo utilizado. Apesar do dito que corre no mundo da Luta, que “o mais parecido com a Luta é a própria Luta“, a absorção de novas técnicas, de correção de nossas pegadas etc. se faz nestas oportunidades como um simples subproduto e quase sempre inconscientemente, mas é lógico que este treino também tem sua utilidade, e não pode ser desprezado. Principalmente como um verdadeiro avaliador do condicionamento físico específico e de nossa eficiência, como um teste do ritmo adequado a nosso desempenho ou então para desenvolver o controle emocional, etc. o “pega” tradicional tem sua múltipla utilidade. Por outro lado, ninguém duvida que é fácil fazer evoluir quem pouco sabe.

Ele evolui até por conta própria.

O difícil mesmo é ensinar quem já sabe muito, e já tem seus pequenos “vícios”, e pior, que estão dando resultado... Compensar uma pequena “falha” ou uma opção não tão adequada com um vigor físico extra não é exatamente o mais conveniente, mas é o que mais se vê por ai. Usar uma técnica oportunista, usar uma técnica de menor esforço... Quantas chances passam a nossos olhos e nada... O treino para evoluir, para aprender, para se tornar mais eficiente, com certeza é bem diferente. Tenho que reconhecer que para quem está treinando nesta nova condição que estou sugerindo é até enfadonho, aborrecido. Mas, paciência, é a nossa tarefa e tem que ser cumprida, se quisermos atingir nossos objetivos num tempo conveniente. Por que levar anos para chegar ao nível que almejo se posso fazê-lo mais rapidamente? Existem, entretanto, duas condições fundamentais que precisam ser atendidas.

Em primeiro lugar, os lutadores têm que entender e aceitar a idéia, e em segundo é preciso ter um comandante que tenha condições de desenvolver a missão. O ideal é que este mediador conheça muito do seu oficio, ou vai ficar com sua atuação bem limitada. O professor tem que ter uma experiência compatível com o nível dos lutadores, para que ele perceba o que corrigir ou o que mostrar. É preciso então tentar montar um esquema que funcione com os meios que dispusermos, lembrando sempre que “O ótimo é o pior inimigo do razoável”.

Por outro lado, não é demérito de nenhuma equipe chamar eventualmente alguém de fora para dar esta ajuda vez por outra. É um empurrão inicial muito necessário. Vocês vão ficar espantados com o rendimento da metodologia.

Normalmente dividimos o “rola” em 4 a 6 períodos, de 3 a 5 minutos cada um. Iniciamos com A na guarda de B, seguimos com outro sendo B na guarda de A, mais um com A na lateral de B, outro na posição contrária e um nas costas do outro ou montado, por exemplo, tudo isto com o objetivo de percorrer ao máximo o espectro das ocorrências usuais na luta de chão, que garante a variedade do aprendizado.

Às vezes um treino duro comum se arrasta por 10 ou 15 minutos seguidos com um lutador tentando passar guarda do outro e... nada... Se “espremermos” bem, para nossa tristeza, não sobra quase nada de novo a desenvolver.

Iniciado o “rola montado” que estou propondo, que deve ser feito compulsoriamente em baixa velocidade (Importantíssimo: não significa dizer sem fazer força, repetindo: lento, mas duro, forte), o professor deverá ficar com o máximo de atenção ao que vai ocorrendo, e interromperá a luta sempre que precisar mostrar principalmente algum caminho alternativo que poderia ser tomado considerado mais inteligente, ou uma oportunidade perdida, uma técnica aplicada de maneira incorreta, por exemplo, etc.. E se leva pelo menos 30/45 segundos na “interrupção técnica“. Este tempo é em média suficiente para esclarecer as dúvidas e tentar sedimentar o que de novo aparece. Quando faço isto pessoalmente, raramente a luta passa de 90 segundos contínuos, pois estou sempre mostrando algo, na maioria das vezes uma correção mínima e de uma simplicidade muito grande, embora importante. A parada serve também para perguntar o “porque” de uma certa atitude, ver se a compreensão do lutador está correta ou até para elogiar quando for o caso. O mestre tem que ser conciso e objetivo em sua análise e aconselhamento, e se valer destas oportunidades para desenvolver sua capacitação de passar para os outros seus conhecimentos. Podem ter certeza, é muito produtivo para todos! Alem disto, lembro que quando alguém treina devagar, retira o efeito “surpresa”, dando ao adversário a oportunidade de contrapor com uma defesa, o que é muito bom para lutador e adversário. Somos instados então, a nos aprimorar mais na posição, para que a técnica escolhida produza o efeito desejado, mesmo com alguma defesa que foi preparada pelo adversário.

Lembro também que a observação do mestre durante o “rola” não deve ser “ex-cátedra” como se diz, ou seja, não admitir contestação, (eu falo... vocês acreditam). O atleta tem direito de se justificar e cabe ao mediador analisar e ponderar. Por vezes, a posição é tão importante que justifica até depois do treino fazer uma “escolinha” com repetições como no tradicional “Uchi-kome” do Judô. (serie de “entradas” de uma queda repetidas com o outro colaborando)

Para dar uma complementação final no treino, é importante estudar um pouco a “estratégia” mais indicada para aquela disputa, ou seja, cada situação deve ser enfrentada de uma maneira especifica, onde levamos em conta as técnicas que estamos mais familiarizados, o que esperamos do adversário e muito mais.

É muito comum vermos atletas que lutam sistematicamente da mesma maneira com todos seus adversários até encontrar um determinado oponente que “aquela” tal forma repetida que ele usa é exatamente o que o outro precisa para derrotá-lo. Como podem imaginar, falar sobre a estratégia requer muitas observações e tempo.

Numa próxima oportunidade, abordarei especialmente o assunto em detalhes como ele merece, já adiantando que foi o tópico que me deu mais trabalho, especialmente para conseguir passar aos que se interessarem alguma coisa de prático e eficiente.

Voltando a nosso tema, sugiro para freqüência deste treino descontínuo, um treino a cada 3 ou 4 dias de treinos comuns, ou então um por semana para atletas de nível. Quando há várias duplas em ação, os colegas devem assistir participando quando for possível, o que será muito útil. Quem tiver um pouco de paciência pode até em casa fazer alguma anotação resumida, procurando se lembrar o que ocorreu. Considero esta prática de procurar se lembrar um tipo de artifício incrível para memorização.

Eu sei, por experiência própria, que atletas de ponta são arredios as novidades e custam um pouco para aceitar este treinamento, mas ao sentirem qual vai ser o resultado, se dedicam. Simplificando, o segredo do método é que nós tornamos, mesmo que artificialmente, uma ocorrência fortuita ou eventual na luta, numa ocorrência bem mais freqüente, controlada e que pode ser analisada, corrigida, etc., aumentando assim a possibilidade de sucesso do método e garantindo nosso desenvolvimento de uma forma realmente consistente. Seguramente, ele facilita a memorização, desenvolve a compreensão e melhora muito a aplicação das técnicas. Tudo isto sem abandonar o que dizia o Mestre Jigoro Kano, ”Melhor do que aprender novas técnicas é desenvolver nossa capacidade de analise e julgamento”.

Desejando que todos aproveitem bem este novo enfoque para o seu desenvolvimento na Luta,

Um abraço e bons treinos.

Roberto Leitão

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